terça-feira, 13 de outubro de 2015

10 fotos bizarras que mostram como era a medicina no passado

Você tem medo de ir ao médico? É bom não ter, hoje é tudo moderno e fácil, mas nem sempre foi assim. Confira agora 10 fotos bizarras que mostram como era a medicina no passado:

Um dos primeiros procedimentos cirúrgicos usando éter como anestesia

Cadeira de rodas - 1915

Palestra em um auditório médico - Chicago, 1900

Tratamento de Lewis Sayre para Escoliose

Técnico de Enfermagem de Radiologia, Primeira Guerra Mundial


Tratamento para Insanidade

Típico do século 19 e início do 20, nele os pacientes eram envolvidos com lençóis molhados e dispostos em fileiras.

Leonid Rogozov fazendo uma cirurgia em si mesmo

Isso depois de sofrer de apendicite. Ele era o único cirurgião em expedição na Antártica em 30 de abril de 1961.

Modelo anatômico

Como os médicos não podiam tocar os corpos das mulheres usavam este modelo para descrever e apontar locais das dores.

Prótese



Máscaras usadas durante a Peste Negra por médicos


Fonte: http://www.curiosidadesnota10.com
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Veja 8 parasitas que vivem dentro de humanos e o que eles provocam

Trazemos aqui 8 parasitas que habitam os seres humanos. Eles são compridos, com formatos que lembram minhocas, e alguns deles podem durar bastante tempo até serem identificados, enquanto outros podem causar um estrago antes mesmo que você perceba a presença em seu corpo. A lista foi publicada pelo site Scientific American. Confira:

1. Oxiúro


Esse verme é responsável por uma das infecções parasitárias mais comuns do mundo. Mais incidente em crianças, a doença causada pelo oxiúro está presente em vários países do mundo, incluindo nações desenvolvidas na Europa e os Estados Unidos. A principal consequência da infecção por oxiúro é que a larva fêmea dessa espécie, durante a noite, sai do corpo pelo orifício anal e coloca os ovos na região próxima à entrada do reto, causando fortes coceiras no local.

O contato das crianças com os ovos ao coçar deixa as suas mãos contaminadas, e estas se tornam uma grande fonte de transmissão para outras crianças. Sim, se você estiver pensando, provavelmente você já esteve com esse parasita no seu interior, pois a infecção é extremamente comum em quase todas as crianças até completarem 12 anos de idade.

2. Tênia


Com certeza você deve se lembrar da tênia da época que teve aulas sobre doenças e parasitas na matéria de Ciências ainda no Ensino Fundamental. Esse parasita é marcante porque pode chegar a incríveis 6 metros de comprimento dentro do corpo humano sem a pessoa nem perceber. A identificação só acontece quando é possível ver partes do verme nos excrementos.

A infecção ocorre pela ingestão de carnes vermelhas malcozidas, contaminadas com ovos do parasita. Há dois tipos de tênia: a saginata e a solium, que causam a teníase ou a cisticercose. Esta é a doença mais grave entre as duas e é causada somente pela Taenia solium, podendo atacar músculos, olhos e o cérebro, gerando convulsões, dores ou até morte. Ela ocorre quando as larvas do parasita se infiltram na corrente sanguínea a partir do intestino, migrando para as outras partes do corpo.

3. Triquinela


Esse parasita causa uma infecção severa que pode culminar em sintomas como febre, diarreia, dores abdominais, vômito e até problemas cardiorrespiratórios fatais. O tamanho do problema varia conforme o número de larvas de triquinela que a pessoa ingere por meio da carne de porco malcozida. Para matar os corpos desse verme que possivelmente estão presentes nas carnes suínas, recomenda-se que se cozinhe esse alimento a pelo menos 77 graus Celsius.

Caso o cozimento não seja feito de maneira correta, as larvas, que estão enclausuradas em capas protetoras, são soltas ao chegar no estômago, quando os ácidos do órgão dissolvem essa camada de proteção. Após isso, o parasita pode atingir até 3 milímetros de comprimento, e as fêmeas se deslocam pelas correntes sanguíneas até se instalarem nos músculos, onde vão causar os sintomas descritos.

4. Esquistossomo


A esquistossomose, doença causada por esse parasita, pode ocasionar lesões, inflamação e inchaço de órgãos como fígado, bexiga, pulmões ou intestinos, locais do organismo por onde os ovos das larvas passam ao se deslocar pelo sangue. As larvas adultas podem se alojar nas correntes sanguíneas durante anos, e, com o tempo, se os sintomas não forem tratados, podem ocorrer sangramentos fatais no intestino ou originar câncer na bexiga. A contaminação por essas larvas ocorre por meio da pele, quando as pessoas têm contato com o caramujo infectado ou ao se banhar em águas em que haja presença desses hospedeiros.

5. Filária



Esse é o parasita causador da filariose, ou elefantíase, que resulta no inchaço desproporcional de braços, pernas, seios ou áreas genitais. Isso ocorre porque a larva, contraída pela picada de algumas espécies de mosquito e de mosca, se instala nos vasos linfáticos causando sérias inflamações. No estágio em que geram a infecção, esses parasitas podem atingir até 10 centímetros de comprimento.

Infelizmente, ainda não há cura conhecida para essa enfermidade, porém ela precisa ser tratada. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com a filária, dentre as quais, 40 milhões sofrem com as deformidades físicas originadas pela doença.

6. Trichuris tricuria


Esse parasita habita o intestino grosso dos infectados e pode causar a doença chamada tricuríase. O verme pode chegar a 5 centímetros de comprimento, e os sintomas são perda de peso, diarreia e anemia. Em casos mais severos, pode ocorrer prolapso retal, a condição em que as paredes do ânus ficam sobressalientes.

A principal forma de contrair esse parasita é pelo contato com fezes humanas contaminadas com ovos. As crianças estão mais sujeitas a este tipo de doença por, às vezes, não tomarem os devidos cuidados ao brincar em algum lugar sujo.

7. Lombriga



As cerca de 1,5 bilhão de pessoas infectadas com lombriga fazem da infecção causada por este parasita a mais comum do mundo. O maior problema que agrava a disseminação desse verme é a falta de saneamento básico, o que faz com que ele afete principalmente as regiões tropicais e subtropicais menos desenvolvidas. Entretanto, ninguém está livre de contrair a ascaridíase, o nome da doença causada pela lombriga, tendo em vista que a contaminação acontece por alimentos vegetais que crescem em solos fertilizados com fezes humanas carregadas de ovos.

A maioria das contaminações é assintomática, mas em alguns casos extremos pode ocasionar morte do hospedeiro em função de bloqueio intestinal, já que as larvas chegam a alcançar 30 centímetros de comprimento. Além dos casos fatais, a lombriga pode gerar dificuldade de respiração, febre, catarro, entre outros, dependendo de qual órgão for atingido. O início da contaminação acontece no intestino, quando os ovos se tornam larvas e, a partir daí, se alastram por outros órgãos por meio da corrente sanguínea. Segundo a OMS, aproximadamente 60 mil mortes por ano, na maioria crianças, são causadas pela infecção por lombriga.

 08. Ancylostoma Duodenale


Esta larva também está presente nas fezes humanas, e o contato direto é a principal causa de contaminação. Ao contrário de grande parte dos parasitas, que se alojam nos indivíduos pela ingestão via oral, este invade o corpo das pessoas por meio dos folículos capilares ou pelas glândulas sudoríparas, responsáveis pelo suor. Os sintomas variam entre dificuldades respiratórias e tosse, quando a larva atinge o pulmão, e dores abdominais e anemia, quando o órgão atingido é o intestino.

O parasita pode atingir até 1 centímetro de comprimento na fase adulta, quando habita o sistema digestivo. Regiões de clima quente e países menos desenvolvidos são os principais atingidos, segundo dados da OMS, que também apontam que aproximadamente 740 milhões de pessoas no mundo são infectadas com a ancilostomose, a doença causada por esse verme.

Fonte(s): Scientific American, Wikipedia, Só Biologia/Filaríase
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Você sabe o que é hemorroida? Veja tudo aqui!

O que é Hemorroida?

Sinônimos: nódulo no reto, nódulo retal

Hemorroidas são veias inchadas, inflamadas e doloridas localizadas na parte inferior do reto ou do ânus. Elas podem ser tanto internas, quando ocorrem apenas dentro do ânus ou na parte inicial do reto, quanto externas, quando ocorrem na abertura anal, projetando-se para fora do ânus.


Causas

As hemorroidas são muito comuns, principalmente durante a gestação e após o parto. Elas resultam do aumento da pressão nas veias do ânus. A pressão faz com que as veias inchem, tornando-as doloridas, especialmente quando você está sentado.

A causa mais comum das hemorroidas é o esforço durante as evacuações, mas também podem ser causadas por:
  • Resfriado
  • Diarreia crônica
  • Infecções anais
  • Permanecer sentado por longos períodos
  • Dieta pobre em fibras.
Fatores de Risco
Alguns fatores são considerados agentes facilitadores para o diagnóstico de hemorroidas:
  • Idade avançada (geralmente acima dos 50 anos)
  • Obesidade
  • Gravidez
  • Praticar sexo anal
  • Histórico familiar.

Sintomas de Hemorroida

Os sintomas mais comuns da hemorroida incluem:

SAIBA MAIS
Hemorroida constrange, mas prejudica muita gente 
Sangramento e dor anal podem indicar hemorroidas
  • Prurido anal
  • Dor anal, principalmente enquanto se está sentado
  • Sangue vermelho vivo no papel higiênico, nas fezes ou no vaso sanitário
  • Dor ao evacuar
  • Um ou mais nódulos endurecidos sensíveis próximos ao ânus
  • Inchaço ao redor do ânus.
Os sintomas, contudo, variam de acordo com a localização da hemorroida. Se ela for interna, você pode nem mesmo sentir que está com hemorroida, pois ela não causa desconforto. Mas pode acontecer de as veias inchadas serem projetadas para fora do ânus. Neste caso, especificamente, as hemorroidas podem ser bastante dolorosas.

Diagnóstico e Exames

Procure um especialista se notar sangramento durante ou após a evacuação. Este é o principal sintoma da doença.

É importante anotar todos os seus sintomas e descrevê-los ao médico. Aproveite a consulta para tirar todas as dúvidas. Veja exemplos do que você pode perguntar:
  • Meu caso é mesmo de hemorroida ou pode ser outra doença?
  • Que tipo de adaptações eu devo fazer em minha rotina para acelerar a recuperação?
  • O tratamento geralmente é bem-sucedido?
  • É necessário fazer uma cirurgia?
Prepare-se também para responder às perguntas que o especialista poderá lhe fazer:
  • Quando seus sintomas começaram?
  • Você sente muito desconforto ao sentar ou evacuar?
  • Você se alimenta de alimentos ricos em fibra?
  • Há histórico de hemorroida em sua família?
  • Você notou sangramento ao evacuar?
Diagnóstico de Hemorroida
Geralmente, o médico faz o diagnóstico de hemorroidas a partir da análise da região anal do paciente. Ele procurará por anormalidades no canal anal e no reto.

Se necessário, o especialista poderá realizar um exame de sangue oculto nas fezes. Além disso, para ter uma visão mais clara do problema, ele poderá realizar os seguintes exames:
  • Sigmoidoscopia
  • Anoscopia
  • Proctoscopia.
Neles, o médico conseguirá analisar minuciosamente a região do reto e do cólon.

Ele, ainda, poderá optar também por uma colonoscopia, principalmente se o paciente apresentar alguma doença do trato digestório, tiver risco aumentado para câncer colorretal e estar acima dos 50 anos de idade.

Tratamento de Hemorroida

Muitas vezes, o tratamento de hemorroidas envolve cuidados caseiros, com o uso de alguns medicamentos. Mas pode ser que seja necessária uma intervenção cirúrgica ou tratamentos alternativos. Os procedimentos que podem ser feitos estão:

Coagulação infravermelha
Esse tratamento não-cirúrgico é rápido e não costuma causar complicações ao paciente. Uma pequena sonda é colocada acima da hemorroida e a luz infravermelha é aplicada, que rapidamente coagula os vasos que levam sangue às hemorroidas, fazendo com que elas encolham e retrocedam. A diminuição dos tecidos hemorroidais pode levar algumas semanas.

Injeção
Além dele, existe também a opção de tomar uma injeção nas veias inflamadas para diminui-las. Esse método costuma não causar dor ao paciente, mas também não é tão eficiente quanto os outros.

Cirurgias
Se nenhum desses tipos de tratamentos não derem certo, a cirurgia será necessária. Entre os procedimentos que podem ser realizados para o tratamento de hemorroidas inclui ligadura elástica ou hemorroidectomia. Estes geralmente são usados em pacientes com dor ou hemorragia grave que não responderam a outros tratamentos.

No caso do primeiro, o médico amarra alguns elásticos na base das veias inflamadas para cortar a circulação. Depois de alguns dias, as hemorroidas caem sozinhas durante a evacuação. Esse tratamento costuma ser eficiente para muitas pessoas.

Na hemorroidectomia, o cirurgião retira as veias inflamadas que causam sangramento e dor. Este procedimento é indicado principalmente para pessoas com quadro recorrente de hemorroida.

Convivendo/ Prognóstico

Veja alguns exemplos de tratamentos que você pode adotar em casa para ajudar na recuperação:
  • Pomadas com corticoides que ajudam a reduzir a dor e o inchaço
  • Pomadas para hemorroidas com lidocaína que ajudam a reduzir a dor
  • Emolientes que ajudam a reduzir o esforço e a constipação
  • Banhos de assento podem ajudá-lo a se sentir melhor. Sente-se em água morna por 10 a 15 minutos
  • Loção feita da casca de hamamélis (aplicada com cotonetes) pode reduzir o prurido.
Outros cuidados para reduzir a coceira incluem:
  • Usar roupas íntimas de algodão
  • Evitar papel higiênico com perfume ou colorido (usar lenços perfumados em seu lugar)
  • Evitar coçar a área.
  • Complicações possíveis
Mas quais complicações uma hemorroida não tratada pode acarretar? Veja:
  • Anemia, causada pela perda de sangue durante a evacuação. Com o sangramento excessivo, a quantidade de glóbulos vermelhos no sangue fica abaixo do normal. As hemácias que são responsáveis por carregar oxigênio às células
  • Outro problema que pode ser causado é gangrena, provocada pelo estrangulamento das hemorroidas (quando ocorre morte do tecido que reveste a veia, após a interrupção na circulação de sangue).

Expectativas

Os tratamentos disponíveis para hemorroidas geralmente são eficazes e bem-sucedidos. O tempo de recuperação varia de tratamento para tratamento. A terapia feita à base de medicamentos termina mais rapidamente do que a cirurgia, por exemplo. Todo caso é um caso. É importante ressaltar que o tratamento é extremamente necessário para evitar complicações, assim como a prevenção, essencial para evitar que o problema volte a aparecer.

Prevenção

Algumas medidas podem ajudar na prevenção das hemorroidas. Veja:
SAIBA MAIS
Você sabe se prevenir de hemorroida?
  • Adote uma dieta rica em fibras, como frutas, vegetais e grãos
  • Beba muito líquido
  • Caso seja necessário, tome suplementos de fibra para complementar sua dieta
  • Evite segurar a vontade de evacuar
  • Exercite-se para evitar resfriados, para evitar pressão nas veias do reto e para evitar a obesidade
  • Não fique muito tempo sentado, principalmente no vaso sanitário.

Fontes e Referências

Revisado por: Dr. João Ricardo Duda, proctologista - CRM: 22961
Ministério da Saúde
Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular
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Entenda como ocorre a Cirurgia de Redesignação Genital

Em seres humanos, a Cirurgia de Redesignação Sexual (CRS) é o termo para os procedimentos cirúrgicos pelos quais a aparência física de uma pessoa e a função de suas características sexuais são mudadas para aquelas do sexo oposto. É parte do tratamento para a desordem do transtorno de identidade para transgêneros.



No Brasil, a primeira CRS do país foi realizada em 1971 pelo cirurgião Roberto Farina. A polêmica gerada pelo caso o levou a ser condenado de “lesões corporais” pelo Conselho Federal de Medicina. Até 1997, cirurgias de mudança de sexo eram proibidas no Brasil. Pessoas que desejassem passar pela mesma eram obrigadas a recorrer a clínicas clandestinas ou, mais freqüentemente, a médicos no exterior. Neste ano, casos confirmados de transexualismo puderam passar a se beneficiar da mesma com a aprovação pelo Conselho Federal de Medicina.


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Doença de Crohn: você sabe o que é?

O corpo humano é biologicamente preparado para se manter saudável e funcional sempre que pode. Acontece que nossa anatomia vai muito além de cabeça, tronco e membros – somos formados por inúmeras células, estruturas microscópicas que desempenham funções grandiosas. Essas células são produzidas por nós mesmos, e todo dia são renovadas – só para você ter ideia, o corpo humano produz em média 300 milhões de células POR MINUTO, o que equivale a 432 trilhões POR DIA.


Um dos mecanismos de proteção do corpo humano é o sistema imunológico, que depende da ação conjunta de muitas células diferentes. A função desse sistema é combater a ação de bactérias, vírus e outros fatores que comprometem a nossa saúde. Acontece que nem sempre o sistema imunológico ataca organismos invasores – às vezes ele se confunde e começa a brigar com as células do próprio corpo.

Quando o sistema imunológico ataca o próprio corpo, acabam aparecendo as chamadas doenças autoimunes. Essas doenças podem surgir também em decorrência de fatores como pré-disposição genética, influências do meio ambiente, interferências de substâncias químicas, exposições à radiatividade, mudanças alimentares e outros fatores desencadeantes. Entre as doenças autoimunes podemos citar como exemplo a diabetes tipo 1, a tireoidite de Hashimoto, o lúpus, o vitiligo e a esclerose múltipla.

A Doença de Crhon não é necessariamente uma doença autoimune, mas muitas vezes é considerada como tal. De acordo com a Dra. Andrea Vieira, que falou sobre o assunto para o site SinCrohnia, a doença autoimune produz anticorpos (células de defesa) que lutam para combater determinadas regiões do corpo, mesmo que elas não estejam infectadas. A Doença de Crohn, por outro lado, é uma doença inflamatória que tem um estado imunológico bastante alterado e que, por isso, acaba sendo considerada também uma doença autoimune, ainda que oficialmente não seja.

O que é, então?

Como você já deve ter percebido, a Doença de Crohn tem relação com inflamação, sistema imunológico e intestino. Na verdade, ela é uma irritação crônica de todo o trato digestivo, mas se manifesta geralmente no íleo terminal, que é uma parte do intestino delgado, e no cólon. É mais comum em pessoas na entre 20 e 40 anos, mas pode se manifestar em qualquer faixa etária, além de atingir tanto homens quanto mulheres.

Como é uma inflamação, o tecido do intestino fica comprometido inteiramente. Os sintomas incluem dores na região abdominal, diarreia, febre, perda de peso e enfraquecimento. A fraqueza é provocada porque o intestino deixa de absorver os nutrientes dos alimentos com eficiência.

Quando a doença já está mais avançada, pode provocar outros sintomas como dores nas articulações, aftas, feridas na pele, nódulos avermelhados e doloridos, inflamações nos olhos, pedras nos rins e na vesícula. Em casos ainda mais graves, há rupturas intestinais.

Como já deu para perceber, são muitos os sintomas que podem indicar a presença da Doença de Crohn, e infelizmente muitas vezes esses sintomas são ignorados – a pessoa acha que tem um “intestino ruim” e não tem noção do que pode estar por trás disso.

É fundamental procurar ajuda médica se houver qualquer suspeita. Esse profissional, depois de ouvir seu histórico de saúde, vai pedir para que você faça alguns exames clínicos, de imagem e de sangue, que podem ajudar a fechar um diagnóstico.

Infelizmente, ainda não existe cura para a doença. O tratamento, no entanto, promete aliviar os sintomas e trazer uma melhor qualidade de vida ao paciente – a intervenção cirúrgica é recomendada para os casos mais graves, quando há obstrução intestinal, hemorragias, fístulas e doença perineal. No caso da leitora que nos pediu para falar sobre o tema, a cirurgia vai ser necessária – um dos motivos é que ela demorou a ser diagnosticada.

Além dos tratamentos com remédios e cirurgias, o paciente precisa adotar hábitos saudáveis de vida e eliminar aqueles que podem provocar novas crises. Deve-se parar de fumar, começar a praticar atividades físicas moderadas, identificar alimentos que provocam irritações e evitar o consumo desses itens, controlar o peso, evitar situações de stress, deixar de consumir alimentos gordurosos e ricos em fibra, e sempre procurar ajuda médica ao ver sinais de sangue nas fezes.

Fonte: Mega Curioso
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Conheça a rotina de médicos que trabalham no setor de emergência


A reportagem especial desta semana mostra o cotidiano dos médicos emergencistas, que salvam vidas de pacientes tomando decisões em segundos, em situação extremamente estressante. O Brasil está começando agora a investir nessa formação específica dentro da Medicina. Clique e assista.

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O Sistema Respiratório (Estudo e Video Explicativo)

O sistema respiratório fornece oxigênio e remove gás carbônico do organismo, auxiliando as células no metabolismo, atuando em conjunto com o sistema circulatório. O sistema respiratório também esta envolvido com a vocalização.


É formado pelo nariz, cavidade do nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões.

Nariz e cavidade do nariz

As duas cavidades por onde o ar entra no sistema respiratório são chamadas de fossas nasais. São separadas por uma cartilagem chamada cartilagem do septo, formando o septo nasal. Os pêlos no interior do nariz retém as partículas que entram junto com o ar. É composto de células ciliadas e produtoras de muco. O teto da cavidade nasal possui células com função olfativa. Nesta região, a mucosa é bem irrigada e aquece o ar inalado.



Faringe

A faringe pertence tanto ao sistema respiratório como ao sistema digestório. Através das coanas esta ligada com a cavidade do nariz e através das fauces, com a boca. Liga-se com o ouvido médio pelastubas auditivas. Liga-se também com a laringe e com o esôfago. Antes de ir para a laringe, o ar inspirado pelo nariz passa pela faringe.

Laringe

A laringe é um tubo cartilaginoso de forma irregular que conecta a faringe com a traqueia. Situa-se na parte superior do pescoço. A laringe possui uma estrutura cartilaginosa que chama epiglote, que trabalha para desviar das vias respiratórias para o esôfago os alimentos deglutidos. Caso não ocorra este desvio, o alimento é expelido com uma tosse violenta.

Na laringe encontramos as cordas vocais, que são pregas horizontais na parede da laringe. Entre as cordas vocais há uma abertura chamada glote e é por ela que o ar entra na laringe, provocando uma vibração nas cordas vocais e produzindo som. Na face anterior do pescoço forma-se a proeminência laríngea, chamada de pomo de Adão, que é mais visível nos homens que nas mulheres.

Traquéia

A traquéia é um tubo de aproximadamente 12 cm de comprimento e 2,5 de diâmetro e suas paredes são reforçadas por uma série de anéis de cartilagem que impedem que as paredes se colapsem.
A traquéia bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios.

O epitélio é formado por células ciliadas e células secretoras. Estes cílios servem para remover as partículas e microorganismos que entram com o ar inalado. O muco produzido pelas células secretoras serve como uma barreira também.

Pulmão

Os brônquios penetram no pulmão através do hilo. Esses brônquios ramificam-se várias vezes, originando os bronquíolos, que penetram no lóbulo pulmonar e ramificam-se, formando os bronquíolos terminais, que originam os bronquíolos respiratórios, que terminam nos alvéolos pulmonares.

Os pulmões possuem consistência esponjosa, que está relacionada com a quantidade de sacos alveolares.

O formato do pulmão lembra um cone e é revestido por uma membrana dupla serosa chamada pleura. Os dois pulmões são separados pelo mediastino, local onde está o coração, o esôfago, timo, artérias, veias e parte da traquéia.

O diafragma é um músculo situado abaixo do pulmão, e é onde ele se apóia. Separa o tórax do abdome e está relacionado com os movimentos da respiração.
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